É imperativo amar sorrindo
Aguardo as flores.
Vamos brincar amores
Como abelhas nos sobrados.
A seguir às dores
Reverdecem prados.
.................OU SEJA, UMA CONCORDÂNCIA IDEOLÓGICA....................................................................................................
Aguardo as flores.
Vamos brincar amores
Como abelhas nos sobrados.
A seguir às dores
Reverdecem prados.
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mjm
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[A nudez
será sempre a melhor forma
de nos cobrirmos.
Como ficar a fabricar flores
frescas nas tuas costas
se não com as polpas de dedos e lábios
a tecer espantos
de arrepios de espasmos?]
A pele texturada
de amores antigos sabe que
amar se faz amando em todos os planos
e todos os recomeços
são estreias sem estrias
e todos novos os enganos
dos sentidos.
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Acho que amadureci
No pretexto de te espremer os lábios.
Sei agora que a boca
É um contexto para fermentar o mosto
De cada um e todos
Esses frutos, vários.
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[Acaso alguém controla
as fronteiras dos astros?
Como poder traçar perpétuos
no meu ventre
se o olhar desmente
e o infinito é fátuo?]
O meu espaço
sou eu que o traço
; bricobraço e peito em aço.
Limpa os beijos no tapete da entrada.
Trazes a língua ensanguentada
e rasgar
amor
desgasta.
Desfaz o tédio no meu corpo.
Tenho a alma em open space
e o seu nome é grace
; nada a exausta.
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mjm
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Projecta o sopro para a tua voz, de novo.
O ar sempre indiciou o desejo do voo
E nenhuma ave se despenhou no medo.
A asa escreve o percurso do enredo
Mas também o som inaudível
Que se inscreve no trajecto do segredo.
A voz, isenta de razões, presa ao movimento
Desprende, se liberta, o pensamento.
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Não consigo matar os meus mortos
Permanecem na biografia dos dias
Sem tortura de pregos ensanguentados.
Vivem aqui, manietados.
Resgatados de uma paz que não os deixa
Mantê-los longe, tranquilos pela distância.
Acusá-los ou enaltecê-los
Sem se advogar poderem
Vivem da vida que lhes permito terem
Quer na memória que lhes limpa a história
Quer na irreal estatura por não perecerem.
Os meus mortos existem na cerimónia
Impressa pelas memórias
Incapazes de os esquecerem.
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Para quê mendigar
Beijos
Se dois lábios mentem unos
E dois mundos
Se dividem
Quando duas me abro em pernas?
Para quê mendigar
Pernas
Se dois mundos mentem lábios
E dois lábios
Mentem unos
Se dividida me dou em beijos?
Para quê mendigar
Mundos
Se duas pernas me abrem pernas
E dois lábios
Mentem com beijos
E unidos dividem unos?
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as pombas todas
nos teus olhos
e os falcões
nas minhas mãos
. devorar-te
nenhum mistério de asas
rasga o voo
o horizonte
a queimar as pombas todas
nos teus olhos
. imolar-me
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Não me esquecem.
Não me deixam.
Ter memória e não saber
: se esquecer deixar
: se deixar esquecer
Sei que o dia a preto a branco
Esconde o detalhe da cor
: o céu azul, o mar azul
- os versos de amor, nem tanto.
Azul, se me esqueço.
Azul, se me deixo.
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Ainda tenho demónios
Na solidão dos sonhos
Que se desencrostam
Das sombras da noite
E a sibilar se mostram
Espalmo o pensamento contra a vidraça
Uma estrela faria toda a diferença
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não é a razão que procuro
se me vês aos círculos
é por seres tu quem gira
que eu fiquei parada
- quem pensa oscila -
até que entendas
a geometria do muro
nada circular procuro
apenas que escales as pedras seguro
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cristalizado
o desejo
dura, a eternidade
um beijo
a pedra no peito
puro magma
assiste, metamorfose
a água
mineranimada
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cadernos:
conceptual
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as palavras
penduradas
na tua boca fechada
- não fazem falta
livre
leve
ocupa-a
a coser beijos
e a destruir casas
o silêncio
pelas ruas
sem desenhos de calçada
- nem morada
livre
leve
com os braços abertos
abraçada
- não querer mais nada
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o dia traça rotas
em retortas de luz oblíqua.
o declínio
da linha deitada
é vertical mal olhada.
mudo a posição.
rectifico
o dia
até serenar no crepúsculo
que se encosta à tua boca.
depois
depois é desenhar estrelas
até ser madrugada.
e antes de adormecer
sonhar contigo.
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Porque
se engasta o pensamento
no lado
errado do peito?
Ah! Hipocrisia das ciências!...
O escalpe em sangue a esticar no horizonte
e o coração a renovar segredos.
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mjm
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